Arte, Moda

A ARTE DE VIVER UMA VIDA MINIMALISTA

Por Beatriz Pinho | 22 de junho, 2016

Muito se tem contato hoje em dia, mas poucos sabem realmente o que é e o tanto que o minimalismo carrega consigo. Apesar de o termo relacionar-se inerentemente à simplicidade, ele traz em si um sentido bastante abrangente e complexo. A novidade é o quão bem este conceito pode nos fazer se formos capazes de transferimos seus preceitos do campo da arte para a maneira como vivemos. Os resultados a aqueles que passam a seguir a filosofia do “menos é mais” podem até, de início, parecerem sutis, mas mostram-se, depois, surpreendentes e determinantes.

Vamos, então, começar do começo. “O que é esse tal de minimalismo de que a gente tanto fala?”.

O minimalismo surgiu como corrente artística em 1960, associando-se a toda obra que fosse reduzida ao seu essencial. Ele se baseava em dar sentido a partir do mínimo e simplificar qualquer elemento utilizado, recorrendo a uma linguagem fácil, cores puras e linhas descomplicadas. Sua essência, assim, relacionava-se à economia dos meios, ao uso da abstração, do purismo funcional e estrutural, da austeridade e da síntese.

Há pouco tempo, no entanto, começou-se a falar sobre o minimalismo como estilo de vida. Essa ideia, ao incorporar os fundamentos da arte, propõe que a dedicação a aquilo que realmente importa e o descarte de tudo que é desnecessário pode ser um meio para a realização e plenitude pessoal. Em resumo, o minimalismo trata-se de se desapegar daquilo que não agrega valor à sua vida, para poder dar espaço a aquilo que agrega.

E é aqui que a coisa começa a ficar interessante! Adotar uma postura minimalista no dia a dia passa a se mostrar como algo de efeito terapêutico. Pois nos damos a chance de nos voltarmos para nós mesmos e nos questionarmos sobre o que nos faz bem – no que se refere a coisas, pessoas e atividades - e o que devemos fazer para afastar o que nos faz mal. Não é tarefa simples... Afinal, hoje em dia, muitas vezes nos vemos tão abarrotados e presos em nossas rotinas, que acabamos perdendo o contato com nossos valores e verdadeiras prioridades. Deixamos de dar atenção ao que realmente queremos para focar no que a sociedade nos leva a querer. Nos esvaziamos de nós mesmos e tentamos nos preencher com um excesso de coisas que nos são, na verdade, um tanto quanto superficiais: roupas, acessórios e objetos de que não precisamos; eventos que não queremos ir; gente que não nos faz tão bem; feeds de notícias que não nos agrega em nada; atividades de que não gostamos... Isso tudo quando a única coisa que queremos é passar um dia inteiro lendo um bom livro esparramados no sofá.

A incorporação de um estilo de vida minimalista, portanto, é a busca por:

Mas importante: o minimalismo não se trata de subtrair sua vida apenas às suas necessidades básicas, e sim de reaprender a fazer escolhas conscientes e passar a viver com propósito, sem permitir que tudo ao nosso redor se amontoe e que as circunstâncias e os outros ditem a forma como devemos usar nosso tempo.

Bom, ok. Até aqui, tudo muito lindo, mas... e na prática? O que eu devo fazer para simplificar a minha vida e incorporar os princípios minimalista a ela?

Questione-se! E comece se fazendo estas perguntas aqui embaixo. Suas respostas podem ser bem reveladoras, e te ajudarão a seguir para um próximo passo.

Respondido? Ideias (um pouco mais) esclarecidas? Agora vem a hora de mergulhar de cabeça. Aqui em cima deste post, você pôde ver uma lista com nove itens. Eles são algumas sugestões de novos hábitos para você incorporar no seu dia a dia na busca de uma vida minimalista. Pratiques-os! Aos poucos, um a um... mas de forma verdadeira. Eles te mostrarão de forma mais clara como o ambiente em que vivemos reflete diretamente em nosso estado de espírito. 

Bora?! Vai com tudo e depois conta pra gente sobre a sua experiência!